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PROXIMO GP

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15 dezembro, 2007

A melhor Super Bike Europeia dos anos 70

Resultado inquérito
Nos últimos meses esteve em votação para quem visitou esta pagina a melhor Super Bike Europeia dos anos 70
Estiveram em escrutínio 9 marcas míticas todas com 750cc de cilindrada e o resultado foi o seguinte

1º Lugar Ducati 750 SS com 22.9% dos votos

2º Lugar MV Agusta 750 S com 17.6% dos votos


3º Lugar BSA A75 Rocket 3 com 14.5% dos votos
4º Lugar Moto Guzzi V7 Sport com 11.5% dos votos

5º Lugar Norton Comando 750 com 11.5% dos votos


6º Lugar Triumph T 140 Bonneville com 7.6% dos votos


7º Lugar BMW R75/6 com 6.9% dos votos


8º Lugar Benelly 750 SEI com 5.3% dos votos


9º Lugar Laverda 750 SF com 2.3% dos votos


08 dezembro, 2006

DUCATI 750 SS

DUCATI 750 SS
Um espectaculo de moto



A 750 Desmo é uma moto de competição construída pela DUCATI e que ganhou em 1972 a corrida dos 200 Km de IMOLA nas mãos de Paul Smart esta vitoria é considerada histórica pela Ducati e a principal responsável pelo renovado interesse da Ducati pelas corridas.
Em Março de 70 Fabio Taglioni fez os primeiros esboços para a construção de um novo motor bicilindrico em L Desmodromico

Em Abril de 70 já existia um protótipo de uma mota.
Fabio Taglioni empenhou Tartani do design e estilo da nova Ducati e quando estes dois trabalharam juntos uma Ducati memorável surgiu naturalmente.
Em menos de seis meses Taglioni e a sua equipa tinham projectado e tinham construído a moto completa quando a norma da indústria da época desde o projecto ate á construção era de três anos.
Em Outubro de 70 foi decidido pela Ducati entrar novamente em competição
Em 71 cinco bicilíndricas de 500cc foram construídas para entrar no Campeonato Italiano.




Em Junho de 71 saiam de fabrica as primeiras Ducatis 750cc modelo GT distinguiam-se com a sua carenagem prateada o deposito em fibraglass e os dois carburadores de 30mm Amal.
Em 1972 a Ducati preparou 8 motos para a 1ª prova Resistência dos 200 Km de Imola em Itália e empenhou-se fortemente em ganhar esta corrida Paul Smart Bruno Spagliari Alan Duscombe e Giulliano foram os pilotos escolhidos.
As motos foram aligeiradas até aonde era possível ganharam novos carburadores Dell”Orto de 40mm os motores debitavam 80 Cv ás 8500 rtm e mais uma vez foram preparados em tempo record.


A vitória da Ducati com Paul Smart em 1º Lugar e Bruno Spagliari 2º Lugar representou muito para a marca, já que a badalada prova conferia prestígio e respeito aos vencedores. Capitalizando o sucesso, a Ducati aproveitou a fama comercialmente, lançando modelos Desportivos de 750 cm³ de cilindrada, derivados da moto campeã que ofereciam um desempenho espectacular e umas características raramente vistas noutras motos e que satisfaziam as necessidades de qualquer Bicker incluindo os interessados em corridas sem terem a necessidade de modificações especiais
Foi o nascimento das chamadas superbikes e a popularização da singular arquitectura de motor, com dois cilindros em ‘L’ e comando desmodrômico, usados até hoje.
As 750 SS serviram de inspiração para o lançamento em 2005 do modelo retro
Paul Smart 1000 Limited Edition que usa a mesma configuração, mas com motor herdado do modelo Multistrada DS 1000.

Paul Smart o vencedor dos 200 Km de Imola

Paul Smart nº16 e Bruno Spaggiari nº9




21 novembro, 2006

Guzzi oito cilindros

Se calhar vão dizer que voltei a falar da Guzzi mas não posso deixar de publicar este vídeo porque como eu deve haver muitos que nunca viram esta maquina já cinquentona a roncar
A velocidade que dava era impressionante para a época é claro e nunca é demais lembrar os 8 cilindros que ate hoje nenhuma mota igualou


07 outubro, 2006

MV Agusta nas 200 Milhas de Ímola de 1972,


Nas 200 Milhas de Ímola de 1972, a MV Agusta participa de forma oficial com uma moto derivada da 750 S.
É a única aparição de uma moto que poderia mudar o destino dos modelos de estrada.
Em 23 de abril de 1972 no autódromo de Ímola, disputa-se a primeira edição das 200 Milhas, organizada por Francesco Costa, seguindo a onda de sucesso das 200 Milhas de Daytona, prova que reúne os maiores nomes do motociclismo.
No elenco de inscritos em Ímola, estão presentes as mais importantes fábricas de motos europeias.
A Ducati, com uma imponente equipe, de 4 motos, com os pilotos italianos, Spaggiari e Giuliano, e os ingleses Smart e Duscombe.
A Moto Guzzi, com sua V7 Sport, com Brambilla, Madracci e Findlay.
A Triumph, conta com sua veloz Trident, preparada por Bepi Koelliker, pilotada por Walter Villa e pelo experiente Percy Tait.
Também da Inglaterra, vem o time da belíssima Norton John Player com as feras Phill Read e Peter Willians.
A BMW, vem com dois pilotos alemães, Dahne e Butenuch.
Augusto Brettoni, especialista em provas de endurance, disputará com uma Laverda
E ainda temos o recém campeão das 200 Milhas de Daytona, o americano Don Emde, com uma Norton Gus Kohun, que se revelara extremamente competitiva.
Para fechar este incrível elenco de inscritos, não podemos deixar de citar o líder absoluto do campeonato mundial de velocidade daquele ano: Giacomo Agostini e sua MV Agusta, que para Ímola se apresentava com uma belíssima e especial moto, derivada da 750 Sport 4 cilindros de estrada.
Pela primeira vez, desde o histórico retiro no final de 1957, Ducati, Moto Guzzi e MV Agusta, finalmente iriam se enfrentar com equipas oficiais.
Só isso já bastava para os apaixonados pelas máquinas italianas, prevendo um inesquecível duelo tricolor em pleno solo italiano!
Mas se a Ducati e a Moto Guzzi, já poderiam contar com um equipamento extremamente competitivo, o mesmo não poderíamos dizer da MV Agusta, porque a sua 750 S ainda é apenas uma boa base de partida, para desenvolver uma moto verdadeiramente de pista.



A 750 S é uma moto pesada, com poucos cavalos, e sua velocidade máxima é objecto de animadas discussões nas revistas especializadas, porque os 225 km/h declarados, um pouco optimista demais, pela fábrica, não condizem com alguns testes.
E também tem a transmissão final por eixo cardã, que herdou da 600 quatro cilindros, que não é tão competitiva como as correntes. E por força do regulamento técnico das 200 Milhas, não se pode fazer qualquer modificação na transmissão final.
Apesar disso, o departamento de corridas da MV concentra-se no trabalho, ajudada pela dedicação e competência de Agostini, e pela insistência de Francesco Costa, que sabe, que com a presença da mítica MV na prova, o público e a repercussão serão bem maiores.
São produzidas rapidamente duas motocicletas que serão testadas em Modena.
Ainda que o regulamento técnico seja pouco permissivo, as diferenças da 750 S para a moto de competição são radicais.
O motor vem preparado com inclinação das válvulas de admissão em 2º, e aumentada de 8,5 mm para 9 mm de comprimento, e o diâmetro de 30 mm para 34 mm. A taxa de compressão passa de 9,5 para 10:1. O carburador passa para um Dell´Orto SSI de 30 mm ( o original é um Dell´Orto UB 24). O escape desenvolvido é um 4 em 4 direto.
Com essas intervenções o motor ganha quase 20 cavalos, passando de 69 para 85, enquanto a rotação máxima passa de 8.500 a 9.000 rpm.
Para diminuir o peso, é eliminado, obviamente, o imenso dínamo derivado de automóvel.
E não é tudo, um dos pontos fracos da 750 S é o quadro, que é uma estrutura simples de tubos de aço, onde o motor tem apenas 3 pontos de apoio. Isso na prova, com um motor mais potente, seria fácil de acontecer uma quebra por vibração e torção.
Para resolver o problema, para a moto preparada para Ímola, a intervenção é drástica: se realiza um novo quadro, que deriva da 500 de 3 cilindros de GP, em berço duplo,com uma fixação melhor do motor.
Completando a ciclística, a suspensão Ceriani (garfo de 35 mm e dois amortecedores reguláveis), e freio a tambor da mesma marca, com o dianteiro duplo e com 4 sapatas de 230 mm de diâmetro.
Não obstante pela presença do mastodôntico eixo cardã, o peso ficou em cerca de 190 kg, contra os mais de 200 kg da moto de série.
Inicialmente seriam duas motos, uma para Agostini e uma para Alberto Pagani, mas apenas uma acabaria sendo desenvolvida.
Agostini está confiante! Apesar do eixo cardã, que faz perder muito tempo na desaceleração, com a moto balançando muito, nos testes em Modena, não chegou a atrapalhar.
Finalmente, nos treinos oficiais, já em Ímola, Agostini consegue o terceiro tempo, com 1' 54"31, encostado nos pilotos da Ducati, Smart e Spaggiari, (os únicos na casa dos 1"54") e à frente de Dave Simmonds e sua Kawasaki, Gallina com sua Honda-Paton 750 e Villa com sua Triumph !
Mas na prova, as coisas não vão muito bem !
As Ducatis de Smart e Spaggiari vão embora velozmente, enquanto Agostini vai seguindo de perto ...... conseguindo ultrapassá-los na Tamburello !
Agostini mantém a liderança por algumas voltas, mas cede novamente a ponta para as duas Ducatis !
E Agostini vai perdendo terreno progressivamente.
Depois de dez voltas a vantagem de Smart, é de 5 segundos e na 20ª volta já abre mais de 10 segundos.
Ao término da 30ª volta, a vantagem agora é de 17 segundos, quando Agostini recomeça a andar forte para tentar tirar a diferença.
Na 40ª volta, com a diferença já caindo para apenas 8 segundos, a MV de Agostini começa a soltar muito fumo pelos escapes !
Dali a pouco, a ruptura de um parafuso de fixação do eixo do comando, provoca o inevitável desastre nas válvulas... e Agostini é obrigado a abandonar na 42ª volta!
Mas para seu consolo e do Conde Agusta, a MV 750 Ímola consegue a melhor volta da prova, com 1'52"1, com média de 161,116 km/h, que melhora em mais de 2 segundos o tempo da pole position !
A desilusão é enorme, mas a direcção da MV minimiza, através da palavra do seu Director Geral, o engenheiro Pietro Bertola:
"Não viemos a Ímola para vencer, corremos apenas por desporto e para fazermos experiências. Mais adiante é que seremos competitivos"
O compromisso com o pódio parece garantido, e somente adiado por um breve tempo, porque a nova prova criada por Francesco "Checco" Costa, promete, e a edição de 1973 já está marcada.
Porém isso nunca acontecerá, pois a MV Agusta prefere concentrar todo seu esforço nas motos de GP, abandonando definitivamente o desenvolvimento de sua 750 !
E assim, surge nos meios da competição, mais uma lenda, uma promessa, que nunca mais viria a aparecer, mas que ficou no imaginário e na memória de todos que lá estiveram e curtiram essa dupla incrível ... Giacomo Agostini e a sua
MV AGUSTA 750 ÍMOLA !



23 setembro, 2006

Moto Guzzi V8

A primeira mota que eu publico neste blog tinha de ser a fantastica V8 500cc da Moto Guzzi
Não é que eu seja tendencioso em relação ás motos!!!
Poucas motos capturaram tanto a imaginação pública como a Moto Guzzi 500cc V8. Esta máquina era um trabalho incrível do génio Guiliano Carcano. Embora nunca desenvolvida completamente e competindo somente de 1955 a 1957 a Moto Guzzi V8 é ainda hoje uma maravilha da técnica que ainda não foi igualada.
O desenvolvimento foi parado em 1957 quando a Moto Guzzi saiu fora do GP que compete junto com a maioria dos outros fabricantes de motos. Nele está o dia onde o V8 podia conseguir velocidades notáveis para a tecnologia de seu tempo, alcançando 300 Kmh na trilha do teste de MIRA em Franca. foi cronometrado ainda em ums incríveis 286Kmh no GP belga em 1957. Produzindo 75 bhp ás 12,500rpm pesando somente 135kg.